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Monday, February 18, 2013

Esta não é uma fotografia de Madonna


É sabido que as poses ortodoxas não são o forte de Madonna. Em todo o caso, não menosprezemos a ousadia do comum dos mortais: esta não é uma fotografia da Material Girl, mas sim do britânico Piers Morgan num momento de especial inspiração, quando deu a cara (?) pela campanha de um perfume lançado pela... Burker King.
Ex-editor dos tablóides News of the World e Daily Mirror, Morgan tem sido notícia nos últimos tempos como sucessor de Larry King na CNN (a partir de Janeiro de 2011). Foi nessa qualidade que achou por bem esclarecer que a criadora de I'm So Stupid não constará da sua lista de convidados. Além de a considerar "demasiado vegetariana para a televisão", Morgan esclareceu: "Agora temos Lady Gaga e, por isso, Madonna está banida do meu show."
Infelizmente, Madonna não se pronunciou sobre tão esplendorosa ocorrência. Em todo o caso, a sua representante Liz Rosenberg deixou um modesto esclarecimento: "Madonna não sabe quem é Piers Morgan, mas é uma grande fã de Lady Gaga."

>>> Perfil de Piers Morgan na BBC.

Monday, June 11, 2012

O baile passa hoje por Lisboa


É hoje. O Pavilhão Atlântico, em Lisboa, recebe a Monster Ball Tour de Lady Gaga. Pensando na multidão de vezes em que se pergunta se é a “nova” Madonna (não sou partidário dessa ideia, fique já bem claro), aqui fica uma reflexão publicada na edição de hoje do DN.

Wednesday, October 19, 2011

Nomeações dos Grammys reveladas

Eminem lidera as nomeações para a edição deste ano de entrega dos Grammys. Soma um total de dez nomeações, seguido de Bruno Mars com sete e Lady Gaga, Jay Z e o grupo Lady Antebellum com seis. Uma das surpresas das nomeações é o facto dos Arcade Fire surgirem entre os candidatos a Álbum do Ano.

Lista completa de nomeados aqui.

Wednesday, September 28, 2011

O som de 2011 (segundo a BBC)


A BBC elege, todos os anos, as “grandes esperanças” para os 12 meses que se seguem. A short list costuma estar recheada em boas ideias (por lá estavam este ano nomes como os de Jamie Woon, Jai Paul e James Blake). Mas na hora de escolher quem ganha, o voto acaba por vezes a resvalar para escolhas menos arrojadas. Este ano a grande vencedora foi Jessie J, uma inglesa de 22 anos, com história que já passou pelos palcos do West End e um interesse pelo R’n’B americano que a levou entretanto a escrever para alguns nomes de primeiro plano. Não se avalia uma promessa por uma canção, mas Do It Like A Dude, o tema cujo teledisco podemos ver no YouTube não parece mais que uma derivação do modelo Lady Gaga, não trazendo de novo nada de particularmente interessante.

Aqui fica o Top 5 deste ano:

1º Jessie J
2º James Blake
3º The Vaccines
4º Jamie Woon
5º Clare Macguire




Imagens do teledisco de Do it Like A Dude, de Jessie J


E esta é a lista dos vencedores nos anos anteriores:

2003 – 50 Cent
2004 – Keane
2005 – The Bravery
2006 – Corrine Bailey Rae
2007 – Mika
2008 – Little Boots
2009 – Ellie Goulding

Saturday, August 27, 2011

Quando o baile passou por Lisboa

Foto: DN

Este texto de crítica ao concerto de Lady Gaga no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, foi originalmente publicado na edição de 12 de Dezembro do DN com o título ‘O Baile de Orgulho de Lady Gaga e seus Monstrinhos’.

Os números antecipados não deixaram ninguém enganado. Os números, entenda-se, das vezes que Lady Gaga mudou de roupa, dos novos temas a ser revelados ao longo do concerto, da quantidade de camiões que transportam na estrada todo o aparato cénico que transporta a Monster Ball Tour. Mas na noite de sexta- -feira, perante um Pavilhão Atlântico cheio e rendido desde bem antes da entrada em cena da rainha da noite, houve sobretudo espaço para a surpresa, que chegou na forma de uma entertainer que sabe juntar as artes do canto, da dança e da mise-en-scène a uma constante comunicação com a plateia, não perdendo nunca a oportunidade para expressar uma atitude política, mais que uma vez trazendo a Lisboa uma mensagem de firme apoio à comunidade LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgénero) que tem defendido desde os primeiros passos da sua carreira pública. De resto, e com uma recorrente enunciação de uma ideia de igualdade e integração dos excluídos (e aqui não apenas pela sua orientação sexual), Lady Gaga não deixou de mostrar porque muitos dela fizeram um ícone de absoluta referência.

Tratando os presentes como os seus "monstrinhos" e integrando a palavra Portugal em inúmeros instantes ao longo de todo o concerto, transportando até a dada altura uma bandeira portuguesa, Lady Gaga mostrou que quem a reduz a uma ideia de estrela para aparato visual e ponto final mais não faz senão expressar um preconceito mal informado.

De facto, e ao contrário de outros grandes espectáculos de grande produção do nosso tempo, ficou claro que a Monster Ball Tour não se limita a uma ideia de monumento para encher o olho. Além de uma mão-cheia de belíssimas canções pop com alma em sintonia com a pista de dança e de um conjunto de quadros cénicos (e com mais que apenas efeitos em vídeo), Lady Gaga leva a cena heranças naturais da tradição pop/rock cedendo espaço de visibilidade aos músicos (e não apenas a si mesma e aos bailarinos), ela mesma tocando piano (com uma espantosa atitude showbiz, cruzando diálogos com a plateia com a canção que nos ia apresentando) e, mais tarde, um bizarro teclado que mais parecia coisa saída de um filme de ficção-científica.


Lady Gaga é um ícone pop dos nossos dias e a Monster Ball é talhada à imagem e personalidade da figura que já inscreveu na história recente da cultura popular. É uma diva vestida a excesso e glamour, mas também a figura magoada. É brilho e luz, mas também sombra e sangue. Do jogo de contrastes nascendo uma voz que a si chama incompreendidos e diferentes, com eles partilhando o baile que, se por um lado é festa e libertação, por outro não deixa de reflectir sobre um mundo onde a noção de igualdade nem sempre é lida da mesma forma como a cantora o faz. Ela nasceu assim, como o deixou claro na hora de apresentar as cenas dos próximos capítulos em Born This Way, álbum a editar em Maio de 2011 e do qual levou a palco dois temas e uma declaração de princípios que reforça a sua forma diferente de estar na vida e música.

Sem pedir a caução da memória dos telediscos para chamar ao palco os singles que já fizeram história (evocando contudo as coreografias), apresentando uma colecção de criações de fazer inveja a muita passagem de modelos, Lady Gaga desfilou canções que são já clássicos do presente. Love Game, Just Dance, Paparazzi, Telephone ou Alejandro, terminando a noite ao som do inevitável Bad Romance. É raro vermos um artista da dimensão de uma Lady Gaga visitar-nos tão cedo na sua carreira. A boas horas a Monster Ball Tour não deixou assim Portugal excluído da mais impressionante digressão pop do presente.

Wednesday, June 22, 2011

Figuras do ano: Lady Gaga


Em recta final da Monster Ball Tour (que recentemente passou por Lisboa), Lady Gaga conclui um ciclo iniciado com a edição do seu álbum de estreia e que, em dois anos, de si fez um caso de popularidade planetária. Como deixou claro na actuação lisboeta, nem só de música, imagens e criações de moda vive a sua agenda, uma clara política de causas não tendo nunca deixado de a acompanhar. Sobretudo na luta pelos direitos da comunidade LGBT e pela expressão da identidade de cada um.