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Monday, April 15, 2013

Num estúdio de rádio


Já em tempo de contagem decrescente para a edição do seu muito aguardado álbum de estreia (que chega em Fevereiro), o inglês James Blake passou recentemente pelos estúdios da BBC para gravar uma sessão. Aqui fica um dos momentos, ao som de The Wilhelm Scream.

Friday, April 12, 2013

Futebol: Portugal não organizará Mundial de 2018


ALEXANDER IVANOV

A Aparição de Cristo a Maria Madalena
1834-36

Terminou a aventura das instituições político-desportivas portuguesas e, mais especificamente, da candidatura ibérica visando a organização do Mundial de Futebol de 2018: a FIFA atribuíu essa organização à Rússia (o Qatar receberá o campeonato de 2022). O menos que se pode dizer é que essas mesmas instituições ficam, assim, dispensadas de enquadrar tal projecto no cenário de crise que, todos os dias, nos garantem existir de forma dramática e incontornável. O saldo envolve, por isso mesmo, uma nova e muito positiva hipótese: a de repensarmos as dinâmicas simbólicas e financeiras daquilo que, bem ou mal, continuamos a chamar cultura popular. Para já, a FIFA deu-nos uma ajuda pedagógica pela qual devemos estar gratos.

>>> Mundiais de Futebol, 2018 e 2022: BBC.

Sunday, March 31, 2013

The Strokes em finais de Março

O novo álbum dos The Strokes deverá chegar a 22 de Março. A Pitchfork noticia a data, referindo um post no Facebook por Nikolai Fraiture. O músico revelou recentemente em entrevista à BBC que este quarto álbum soa ao que se poderá entender como um espaço intermédio entre o segundo e o terceiro do grupo.

Monday, February 18, 2013

Esta não é uma fotografia de Madonna


É sabido que as poses ortodoxas não são o forte de Madonna. Em todo o caso, não menosprezemos a ousadia do comum dos mortais: esta não é uma fotografia da Material Girl, mas sim do britânico Piers Morgan num momento de especial inspiração, quando deu a cara (?) pela campanha de um perfume lançado pela... Burker King.
Ex-editor dos tablóides News of the World e Daily Mirror, Morgan tem sido notícia nos últimos tempos como sucessor de Larry King na CNN (a partir de Janeiro de 2011). Foi nessa qualidade que achou por bem esclarecer que a criadora de I'm So Stupid não constará da sua lista de convidados. Além de a considerar "demasiado vegetariana para a televisão", Morgan esclareceu: "Agora temos Lady Gaga e, por isso, Madonna está banida do meu show."
Infelizmente, Madonna não se pronunciou sobre tão esplendorosa ocorrência. Em todo o caso, a sua representante Liz Rosenberg deixou um modesto esclarecimento: "Madonna não sabe quem é Piers Morgan, mas é uma grande fã de Lady Gaga."

>>> Perfil de Piers Morgan na BBC.

Wednesday, November 14, 2012

E para ouvir em 2011...


Se James Blake é já uma (quase) certeza para 2011, aqui deixamos cinco nomes para ter sob atenção no ano novo. Nomes que apresentaremos ao longo da próxima semana (alguns deles entretanto já revelados pela BBC na sua habitual votação de talentos em ascensão para o ano que se segue). São eles:

Jamie Woon
Anna Calvi
Nero
Warpaint
Capitães da Areia

Friday, October 26, 2012

Susannah York (1939 - 2011)


Embora mantendo sempre um trabalho regular nos palcos, ficou como um dos símbolos do cinema britânico dos anos 60/70 — Susannah York (nome verdadeiro: Susannah Yoland Fletcher) faleceu, vítima de cancro, a 15 de Janeiro, seis dias depois de ter completado 72 anos.
Formada na Royal Academy of Dramatic Art, de Londres, começou na rádio e na televisão em 1959, tendo-se estreado no cinema ao lado de Alec Guinness, no drama de guerra Uma Vez... Um Herói/Tunes of Glory (1960), dirigido por Ronald Neame. Sem nunca ter tido a projecção de outras figuras da mesma geração (como, por exemplo, Julie Christie), distinguia-se no ecrã por uma presença instável, como se fosse portadora de uma sensualidade assombrada pelo medo de um castigo mais ou menos indefinível. Os seus filmes mais importantes reflectem e exponenciam essa ambiguidade. Entre eles: Freud - Além da Alma (1962), de John Huston, Tom Jones (1963), de Tony Richardson, Um Homem para a Eternidade (1966), de Fred Zinnemann, Os Cavalos Também se Abatem (1969), de Sydney Pollack, A Sombra do Duplo Amante (1972), de Robert Altman, e The Shout (1978), de Jerzy Skolimowski. O filme de Pollack valeu-lhe três nomeações como actriz secundária para os Oscars, os Globos de Ouro e os BAFTA (venceu este último). Um dos maiores sucessos da sua carreira foi Superman (1978), de Richard Donner, onde interpretava o papel de Lara, mãe do Super-Homem no planeta Krypton.

>>> Obituário na BBC.

Monday, June 4, 2012

Sherlock Holmes segundo a BBC


O herói de Conan Doyle em Londres, século XXI? Com computadores e telemóveis? A BBC mostra que é possível. E com brilhantismo — este texto integrava uma crónica de televisão publicada no Diário de Notícias (14 de Janeiro).

Dos três episódios de 90 minutos que constituem a série Sherlock, com chancela da BBC, apenas tive possibilidade de ver o último. Ainda assim, não queria deixar de registar a sua passagem na RTP2: creio que estamos perante um caso modelar de reconversão da personagem clássica, criada por Arthur Conan Doyle, “forçando-a” a encaixar num mundo em que as mais sofisticadas investigações policiais se processam em cenários naturais e na Net, entre computadores e telemóveis.
Não se trata de um banal processo de modernização, mas sim de uma integração (no nosso presente) em que prevalece um fascinante primitivismo intelectual: dos cenários às roupas, os novos Sherlock Holmes e John Watson parecem existir num limbo simbólico em que o gosto de pensar não foi anulado pelas vertigens da tecnologia. Trunfos fundamentais para tal efeito são as interpretações de Benedict Cumberbatch (Holmes) e Martin Freeman (Watson), figuras de deliciosa e desconcertante teatralidade à procura de um lugar num universo que, afinal, não sabe dispensar os seus talentos.
E quando se fala em produto popular, típico de canais generalistas, vale a pena referir alguns dados muito objectivos: na BBC1 e BBC3, as primeiras emissões de Sherlock começaram entre as 19h30 e as 21h00. Elementar, meu caro Watson.

Wednesday, May 30, 2012

John Lennon, 30 anos depois


Esta é uma imagem da agência Reuters, publicada online pela BBC: no Strawberry Fields Memorial do Central Park (Nova Iorque), as flores dos fãs celebram a memória de John Lennon, assassinado a 8 de Dezembro de 1980 — faz hoje 30 anos.
Nas comemorações do dia, Yoko Ono disse: "Na sua curta vida de 40 anos, ele deu tanto ao mundo. O mundo teve sorte em conhecê-lo — hoje, continuamos a aprender imenso com ele." São palavras que, para além dos rituais das efemérides, condensam uma ideia muito simples, mas essencial: a memória — musical e simbólica — de Lennon possui uma energia que transcende as modas, transcende até a sua apropriação pela moda ou pela publicidade.
Eis uma montagem de fotografias de John e Yoko para a canção (Just Like) Starting Over, tema de abertura de Double Fantasy, álbum recentemente reeditado — o original surgiu poucos dias antes da morte de Lennon, a 17 de Novembro de 1980.

Saturday, December 17, 2011

Prémios do Cinema Europeu... nas televisões?


Confirmando uma tradição profundamente negativa, os Prémios do Cinema Europeu aconteceram quase clandestinamente, sem que a maioria dos meios de comunicação se esforçasse, ao menos, por referir a sua importância simbólica. Daí que, mais do que nunca, se justifique uma reflexão sobre o papel que esses meios, em geral, e as televisões, em particular, têm — ou poderiam ter — numa dinâmica verdadeiramente europeia da produção cinematográfica — este texto tem por base uma crónica de televisão publicada no Diário de Notícias (3 de Dezembro), com o título 'Cinema sem audiência'.

Os Prémios do Cinema Europeu ocorreram no sábado (4 Nov.) na capital da Estónia, Tallinn. Foi a 23ª edição dos chamados “Oscars” do cinema europeu. Cumprindo uma funesta tradição, temos sabido muito pouco da sua realização através das televisões. Aliás, esse silêncio devorador contamina quase toda a imprensa, em claro contraste com a cobertura dos Oscars de Hollywood (a três meses de distância da respectiva cerimónia).
Uma vez mais, são irrelevantes os discursos militantes em defesa da “identidade” do cinema europeu (como são patéticos os que tentam minimizar a riqueza artística de Hollywood). O que está em jogo é, precisamente, o débil poder mediático dessa “identidade” e a indiferença quase global das televisões às suas peculiaridades culturais e económicas — sem esquecer que qualquer cultura se articula sempre com opções de natureza económica.
Sabemos que não acontece assim em todo o continente europeu. Para nos ficarmos pelos exemplos mais óbvios, citemos o ancestral envolvimento da BBC com a indústria cinematográfica, ou ainda o modo como, desde os tempos do ministro Jack Lang, a França foi construindo uma rede de produção que tende a implicar todos os canais de televisão — com inevitável destaque para o Arte, projecto franco-alemão que tem a relação com o cinema como um dos seus pilares conceptuais e financeiros.
Para além de opções de fundo que nunca foram tomadas — e que são, inevitavelmente, de natureza política —, o drama desta situação passa, como é óbvio, pela informação. Assim, o noticiário cinematográfico, além de escasso, tende a favorecer o anedótico e o pitoresco. Sem surpresa, convenhamos: tendo sido o cinema empurrado, na maior parte dos casos, para horários noctívagos, o seu esvaziamento jornalístico limita-se a ecoar os valores dominantes das programações.
Claro que há sempre esse discurso demagógico que nos garante que o “público” prefere ver telenovelas... Certamente. Em todo o caso, fica uma sugestão construtiva: que se programem filmes às nove da noite e novelas às duas da madrugada antes de voltarmos a discutir a “verdade” das audiências.